- Quem Somos
Casa de Cultura de Jacarepaguá é uma instituição cultural comunitária dedicada à preservação da memória, à educação patrimonial e à ativação do território como espaço de conhecimento, pertencimento e construção coletiva de futuro.
Criada a partir de uma trajetória contínua de atuação no território, a Casa abriga o Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá e desenvolve ações permanentes que conectam memória, educação, cultura e participação comunitária. Aqui, a memória não é tratada como passado distante, mas como ferramenta viva de formação cidadã, fortalecimento identitário e desenvolvimento cultural local.
De um movimento de amor ao território a uma instituição cultural comunitária
A Casa de Cultura de Jacarepaguá nasce de um processo anterior de mobilização social e cultural iniciado em 2016, com a criação da iniciativa JPA, Eu Te Amo — uma declaração pública de afeto, pertencimento e responsabilidade com o território da Baixada de Jacarepaguá.
O JPA, Eu Te Amo surgiu da compreensão de que os desafios sociais, culturais e ambientais vividos no bairro não eram resultado da ausência de potência comunitária, mas da falta de políticas continuadas, espaços de escuta e ações estruturantes. A iniciativa passou a promover intervenções socioculturais em praças e espaços públicos degradados, articulando cultura, lazer, educação, cidadania, sustentabilidade ambiental e geração de trabalho e renda.
Entre 2016 e 2017, o movimento realizou uma série de ações que marcaram profundamente o território: atividades culturais e esportivas em praças públicas; oficinas de formação e capacitação; intervenções urbanas com reutilização de resíduos; cortejos culturais; ações educativas com crianças, jovens e idosos; cursos de empreendedorismo sustentável; feiras de economia criativa e eventos de grande mobilização comunitária, como a Feira de Empreendedores Sustentáveis (FES), que reuniu milhares de pessoas e consolidou um novo olhar sobre o uso dos espaços públicos da região.
Essas experiências revelaram algo fundamental: o território precisava de permanência. Precisava de um espaço físico, simbólico e institucional capaz de garantir continuidade, memória, formação e aprofundamento das ações iniciadas nas ruas e praças.
É desse amadurecimento que surge, em 2017, a Casa de Cultura de Jacarepaguá — não como ruptura, mas como desdobramento natural do JPA, Eu Te Amo. A Casa nasce para dar sustentação a uma prática territorial já existente, estruturando programas permanentes de memória, educação patrimonial, cultura, economia criativa, turismo comunitário e formação cidadã.
Assim, a Casa de Cultura carrega em sua origem um princípio que permanece até hoje: a cultura como ferramenta de cuidado, pertencimento e desenvolvimento local, construída com a comunidade, a partir do território e para o território.
Transformar memória em potência coletiva
A missão da Casa de Cultura de Jacarepaguá é preservar, valorizar e difundir a memória da Baixada de Jacarepaguá por meio da educação patrimonial, da mediação territorial e da produção de conhecimento acessível. Trabalhamos para transformar memória em conhecimento, conhecimento em pertencimento e pertencimento em capacidade coletiva de construir futuro. Acreditamos que o acesso à história local é um direito cultural e uma ferramenta essencial de formação cidadã, identidade e desenvolvimento territorial.
Nossa atuação conecta passado, presente e futuro — sempre a partir do território e das pessoas que o constroem diariamente.
Continuidade, mediação e prática educativa
A Casa de Cultura de Jacarepaguá atua com base em um método claro e consistente, desenvolvido ao longo de anos de prática contínua:
Educação patrimonial ativa, por meio de visitas guiadas mediadas, trilhas educativas e experiências formativas;
Mediação territorial, tratando o território como documento histórico vivo;
Produção de conteúdos acessíveis, em formatos educativos, editoriais e audiovisuais;
Atuação permanente, e não pontual, garantindo continuidade, acúmulo e impacto real;
Enraizamento comunitário, com participação de mediadores locais e diálogo constante com a população.
Nosso trabalho não se baseia em eventos isolados, mas na construção de processos duradouros que fortalecem vínculos, ampliam repertórios e consolidam o território como espaço de aprendizagem.
Onde a memória corre risco, a Casa permanece
A Casa de Cultura de Jacarepaguá atua com compromisso direto e cotidiano com a Baixada de Jacarepaguá. Nosso trabalho é territorializado, situado e responsável. Não importamos narrativas prontas nem reproduzimos modelos genéricos: partimos da história local, das memórias silenciadas e das experiências vividas pela comunidade.
Esse compromisso se expressa na manutenção de um Centro de Memória comunitário e educativo, na formação de públicos diversos, na valorização dos saberes locais e na defesa do patrimônio como bem coletivo.
Mesmo diante de limitações financeiras, a Casa manteve suas ações permanentes, desenvolveu metodologias próprias e construiu capacidade instalada para atender escolas, moradores, educadores, pesquisadores e visitantes. Essa trajetória evidencia não apenas vocação, mas resiliência institucional, coerência territorial e responsabilidade pública.
A Casa existe porque o território precisa.
E permanece porque a memória não pode esperar.
✦ A Casa de Cultura de Jacarepaguá é um espaço vivo de memória, educação e pertencimento.
[ Conheça o Centro de Memória ]
Ponto de Cultura — 2019
Ministério da Cultura
Certificação federal concedida a iniciativas culturais de base comunitária com atuação contínua e impacto social, integrando a Casa à Política Nacional Cultura Viva.
Utilidade Pública Municipal — 2022
Lei nº 7.443 | Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Título concedido a instituições que prestam serviços relevantes à sociedade e ao interesse público, fortalecendo a legitimidade institucional da Casa.
Ponto de Memória — 2023
Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)
Reconhecimento nacional a iniciativas que preservam a memória social a partir do protagonismo comunitário, consolidando a Casa como referência em memória territorial.
Prêmio Pontos de Memória — 2023
IBRAM
Premiação nacional que reconhece experiências exemplares de preservação da memória social no Brasil. Representa o primeiro apoio financeiro recebido pela Casa, viabilizando ações estruturantes como a produção do livro Jacarepaguá: Um Sertão de Memórias e a formação de guias caracterizados.
Programa Ações Locais — 2024
Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
Programa de fomento a iniciativas com forte enraizamento territorial. Viabilizou a ativação do Corredor Cultural de Jacarepaguá, com esquetes teatrais, exposição educativa e capacitação de mediadores do patrimônio.
Cadastro Fluminense de Museus — 2024
Sistema Estadual de Museus do Rio de Janeiro
Reconhecimento oficial da atuação da Casa no campo da museologia social, da educação patrimonial e da preservação da memória no estado do Rio de Janeiro.
Rede Cultura Viva (RJ) — 2024
Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do RJ
Reconhecimento estadual concedido a Pontos de Cultura que promovem acesso, diversidade cultural e cidadania.
Moção de Louvor e Reconhecimento — 2025
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Homenagem oficial ao impacto cultural, social e histórico da Casa de Cultura de Jacarepaguá.
Medalha Pedro Ernesto — 2025
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Mais alta honraria concedida pelo legislativo municipal. Reconhece a Casa como referência na preservação da memória, valorização do patrimônio cultural e promoção da cultura como instrumento de desenvolvimento social.
Esses reconhecimentos reafirmam a cultura como direito, a memória como ferramenta de desenvolvimento e o território como protagonista das transformações sociais.
Alexandra Gonzalez
A gestão da Casa é conduzida por Alexandra Gonzalez, contabilista e empreendedora social, fundadora da iniciativa JPA, Eu Te Amo (2016) e, no ano seguinte, da Casa de Cultura de Jacarepaguá.
Após uma carreira consolidada na área contábil, Alexandra realizou sua transição para a gestão cultural em 2019, passando a se dedicar integralmente ao fortalecimento da cultura local e ao desenvolvimento territorial por meio da atuação da Casa. Sua formação técnica, aliada à vivência comunitária, sustenta uma gestão responsável, estratégica e comprometida com o interesse público.
Sua trajetória de liderança, visão e compromisso com o território tem sido amplamente reconhecida por diferentes setores da sociedade.
Reconhecimentos e Certificações
• Carioca Nota 10 (2018)
Reconhecimento concedido pela Revista Veja Rio pelas ações transformadoras desenvolvidas a partir da iniciativa JPA, Eu Te Amo.
• Moção de Mérito Cultural (2023)
Título concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em reconhecimento à contribuição significativa para o fortalecimento da cultura em Jacarepaguá.
• Personalidade ACIJA (2025)
Homenagem concedida a lideranças que se destacam na defesa dos interesses do empresariado local e no fortalecimento do bem-estar da população de Jacarepaguá.
• Medalha Chiquinha Gonzaga (2025)
Reconhecimento que simboliza coragem, cultura, luta e protagonismo feminino, concedido pelas ações realizadas no território.
A Casa de Cultura de Jacarepaguá é coordenada por uma equipe de mulheres com forte atuação territorial, reunindo experiências em gestão cultural, educação, acessibilidade, mediação comunitária e produção cultural.
A coordenação é composta por:
Alexandra Gonzalez
Gestora cultural, pesquisadora da memória e fundadora da Casa de Cultura de Jacarepaguá. Atua na coordenação das áreas de Memória e Educação Patrimonial, com ampla experiência em projetos de museu de território, turismo pedagógico e ações de valorização do patrimônio histórico e cultural da Baixada de Jacarepaguá.
Luciliane Tomé
Professora, contadora de histórias e mediadora de leitura. Coordena o projeto literário da Casa de Cultura de Jacarepaguá, sendo responsável por ações de fomento à leitura, curadoria de atividades literárias, rodas de leitura, saraus, lançamentos de livros e iniciativas voltadas à democratização do acesso à literatura.
Malu Santos
Produtora cultural e líder do eixo de Turismo. Está à frente das Rotas Encantos do Sertão Carioca, primeiro projeto estruturado de turismo cultural de base comunitária e afroturismo da Baixada de Jacarepaguá, com foco em desenvolvimento territorial, identidade cultural e fortalecimento da economia local.
Teca Ceramista
Artesã ceramista e agente cultural. Coordena o coletivo Casa do Artesão, atuando no fortalecimento do artesanato local, na organização de feiras criativas, na valorização dos saberes tradicionais e na promoção da economia criativa como estratégia de inclusão produtiva e geração de renda no território.
A atuação da Casa de Cultura de Jacarepaguá está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Aqui, a cultura é entendida como eixo transversal do desenvolvimento sustentável, capaz de educar, gerar renda, reduzir desigualdades e fortalecer territórios.
Mais do que aderir a metas globais, aplicamos os ODS na prática, todos os dias, a partir de ações concretas no território da Baixada de Jacarepaguá.
ODS 4 – Educação de Qualidade
Meta 4.4 | Educação, formação e qualificação
Onde atuamos:
Cursos, oficinas e capacitações culturais
Formação de mediadores culturais e guias locais
Mediação educativa no Centro de Memória
Educação patrimonial com escolas públicas e privadas
Produção de conteúdos educativos (exposição, roteiros, audiovisual e publicações)
Na prática:
Promovemos o acesso ao conhecimento, à memória e às habilidades culturais como ferramentas de formação cidadã, geração de oportunidades e valorização identitária.
ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico
Meta 8.3 | Economia criativa, empreendedorismo e trabalho digno
Onde atuamos:
Casa do Artesão e Clube do Crochê
Feiras culturais (FES, Feira do Bem, FLIJ)
Apoio a empreendedores criativos locais
Turismo cultural de base comunitária
Valorização do artesanato, da cultura popular e dos saberes tradicionais
Na prática:
Fortalecemos a economia criativa como estratégia de geração de renda, autonomia econômica e desenvolvimento local, especialmente para mulheres, jovens e populações historicamente invisibilizadas.
ODS 10 – Redução das Desigualdades
Meta 10.2 | Inclusão social, cultural e econômica
Onde atuamos:
Programação cultural gratuita ou acessível
Atividades plurais, inclusivas e comunitárias
Ações voltadas à população local e periférica
Democratização do acesso à cultura, à memória e ao patrimônio
Acessibilidade cultural e mediação sensível
Na prática:
A Casa atua como espaço de acolhimento, escuta e pertencimento, garantindo que diferentes públicos possam acessar, produzir e se reconhecer na cultura.
ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis
Meta 11.4 | Proteção do patrimônio cultural e natural
Onde atuamos:
Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá
Exposição permanente O Sertão Carioca – A Outra Margem do Rio
Caminhadas culturais e roteiros patrimoniais
Ativação do Corredor Cultural e Turístico de Jacarepaguá
Educação patrimonial e preservação da memória local
Na prática:
Trabalhamos pela salvaguarda do patrimônio material e imaterial, ativando a memória como motor de identidade, turismo sustentável e desenvolvimento territorial.
Cultura que cuida do futuro
O nosso trabalho dialoga com os ODS porque:
cuida de pessoas
valoriza o patrimônio
gera oportunidades
cria desenvolvimento local
Na Casa de Cultura de Jacarepaguá, sustentabilidade não é discurso — é método, prática e compromisso com o território.
A atuação da Casa de Cultura de Jacarepaguá está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reconhecendo a cultura como eixo transversal para o desenvolvimento sustentável e o cuidado com o território.
Nosso compromisso ambiental se expressa em práticas cotidianas concretas, integradas à gestão do espaço cultural e às ações educativas desenvolvidas junto à comunidade.
Entre as iniciativas adotadas, destacam-se:
• Instalação de placas solares, promovendo o uso de energia limpa e a redução do impacto ambiental das atividades da Casa;
• Uso de secadores de mãos nos banheiros, reduzindo o consumo de papel e a geração de resíduos;
• Digitalização de documentos e processos administrativos, minimizando o uso de papel e otimizando a gestão institucional;
• Não utilização de materiais descartáveis em atividades, eventos e no cotidiano do espaço;
• Separação de materiais recicláveis, com incentivo à destinação adequada dos resíduos gerados.
Essas ações refletem a compreensão de que preservar a memória e o patrimônio cultural também implica cuidar do ambiente onde essa memória se inscreve, promovendo práticas sustentáveis, educação ambiental e responsabilidade coletiva.