Quilombo do Camorim

Situado junto à entrada do Parque Estadual da Pedra Branca—parte da maior floresta urbana do mundo e um importante local para conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, que se estende ao longo de grande parte do que é atualmente a Barra da Tijuca–a história do Camorim remonta à época dos índios Tupi-Guarani, que habitavam a região antes da colonização portuguesa no Brasil.

O nome Camorim vem de um peixe que os habitantes locais capturavam na Lagoa de Jacarepaguá. Quando Salvador Correia de Sá, o Velho, primo do governador colonial Mem de Sá, reivindicou a área para sua plantação e engenho de cana de açúcar, ele manteve o nome indígena local.

Embora a estrada que leva ao Quilombo do Camorim esteja agora repleta de condomínios fechados, uma das jóias menos conhecidas da arquitetura colonial do Rio, a Igreja de São Gonçalo do Amarante, dá boas-vindas aos visitantes assim que entram na comunidade.

Construída por africanos escravizados em 1625 e conservando muito de sua estrutura original, a igreja branca e azul celeste é uma prova da contínua produção cultural e ocupação da comunidade por afrodescendentes. Em 1965, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro reconheceu a igreja como marco histórico, sendo a mesma recentemente restaurada em 2000.

O anexo e a praça ao lado da igreja também são espaços importantes para as atividades culturais–capoeira, jongo, maculelê–e ambientais da ACUCA, uma vez que o quilombo carece de um centro comunitário.

Fonte: racismoambiental.net.br

Imagem: Halley Pacheco de Oliveira / CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)
Fonte: Wikicommons

Endereço:

Estrada do Camorim, 922 – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – RJ

Horário de funcionamento:

Fechado temporariamente.

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